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Clínica de Olhos São José

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REABILITAÇÃO VISUAL

02/04/2018

     José Catalino Lopez, 53 anos, há quase 17 anos sem nada enxergar, nem mesmo a luz, devido a doença glaucomatosa que lhe retirou a visão de forma irreversível é um exemplo a ser seguido por tantos outros deficientes visuais que estão de braços cruzados deixando a vida passar. José Catalino Lopez após ser acometido pela doença começou a desenvolver habilidades que antes não conhecia, nas palavras dele: "No primeiro momento pensei que tudo tinha acabado, mas logo em seguida procurou recursos para ser independente, e não parei por aí, fui muito mais além.”  Num primeiro momento a busca foi para ser independente, ou seja, conseguir "se virar sozinho". Em outro momento procurou a profissionalização e além de concluir seu curso superior em Pedagogia, é massoterapeuta.

   Este caso, para muitos leitores é visto como um caso de superação, como uma exceção à regra, qual seja: que o deficiente é portador de um estigma que o impede de ter uma vida próxima à vida normal de qualquer outro cidadão. Que ao ser acometido pela mazela da cegueira ou baixa visão, deverá ficar parado esperando a "morte da bezerra". Só que não.

  Estamos em pleno século XXI, e hoje, a ciência trouxe conhecimentos técnicos e tecnologia suficientes para permitir conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem ao deficiente buscar suas necessidades e desenvolver seus talentos sem precisar depender de mais ninguém. E é uma área que a cada dia desenvolve-se mais e mais. Com a motivação, o apoio familiar e muito treinamento, hoje, o deficiente visual é capaz de acompanhar uma aula normalmente, absorver o conteúdo da matéria da mesma forma que os demais alunos, sem a necessidade de professor tutor. É capaz ainda de escrever, responder às questões da prova, apresentar trabalhos, participar de grupos de estudos, com as dificuldades normais de qualquer outro aluno.

   Com a orientação necessária, o deficiente visual pode deambular com segurança e tranquilamente, com eficácia para onde lhe interessar, sem a necessidade de outra pessoa para lhe guiar.

   Outras tarefas que lhe são importantes, como cozinhar, arrumar sua casa, vestir-se, sua higiene pessoal não precisam ficar por conta de parentes, com técnicas práticas é possível ao deficiente visual morar até sozinho, se assim o desejar.

   O mundo tecnológico também está ao alcance do deficiente visual, como por exemplo, enviar e receber emails, conversar pelo Whats App, ir ao caixa eletrônico, jogos digitais, e muito mais.

   No mundo atual a parte mais importante é a cultura do autocuidado ser desenvolvida, para que o deficiente visual entenda que a vida não espera por ele e que as oportunidades são muitas para  que ele consiga desenvolver seus objetivos e também para que contribua no desenvolvimento de uma sociedade melhor.

   Mas este mundo de possibilidades à disposição do deficiente visual só poderá ser alcançado através de treinamento com uma equipe especializada, que possa lhe proporcionar as orientações e as práticas, além de aconselhamentos, que possibilitem ao deficiente visual concretizar seus desejos.

    Por exemplo: Será através de um pedagogo treinado e com competência em adequação dos recursos pedagógicos e adaptações curriculares que o deficiente visual será capaz de acompanhar uma turma em sala de aula regular, pois de outra forma, tal experiência se demonstrará uma verdadeira frustração e como uma barreira para o seu aprendizado.  Para isso, o seguimento constante e atuante do profissional pedagogo especializado em avaliação funcional da visão norteará o caminho a ser seguido pelo aprendiz. 

   Este é só um exemplo para caracterizar como o treinamento especializado pode trazer benefícios ao deficiente visual, por isso o aprendiz ao ser imerso no programa para reabilitação visual deve desenvolver suas habilidades e competências de forma holística para além de complementar o que a sociedade lhe oferece, suplementar sua formação e suas aptidões.

   Nossas atividades são desenvolvidas de forma integral, quando o aprendiz é imerso em um programa que, de forma personalizada, anuncia o ponto de partida e depois se compartilha o objetivo de chegada, com treinamentos, na grande maioria das vezes, com 1h e meia de duração a intervalos de 2 vezes por semana, durando em média 6 meses. Os resultados são surpreendentes, não havendo, aluno que conheça a palavra fracasso. Em outras palavras, do deficiente visual aguardamos a motivação, o resto caminharemos juntos.

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