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Dr. Daniel Silva Lupselo

Conselho Regional: CRM/SC 16823 / RQE 13634 - 14626

Cirurgia Vascular e Endovascular

Consultórios de Dr. Daniel Silva Lupselo

 Criciúma/SC

Rua Cruz e Souza, 103 Pio Corrêa

Últimos artigos de Dr. Daniel Silva Lupselo

TRATAMENTO DE VARIZES: ESCLEROTERAPIA COM ESPUMA

02/04/2018

Escleroterapia com Espuma

 

As varizes tem aparecido cada vez mais cedo em nossa vida. A cada 100 mulheres cerca de 32 apresentam varizes antes dos seus 30 anos de idade, As varizes acometem cerca de 30% dos homens e 45% das mulheres, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular. Além do problema estético, causam dor, inchaço, câimbras, sensação de peso nas pernas e queimação

isto muito relacionado com os hábitos de vida, sedentarismo, número de gestações uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal, tanto em homens como em mulheres o fator genético é muito expressivo, quando presente desencadeiam o aparecimento precoce do problema e com maior intensidade de sintomas.

 

Hoje em dia cada vez mais empregamos técnicas novas e avançadas para o tratamento das varizes, lançando mão desde o laser transdérmico, para os tão indesejados "vasinhos", técnicas minimamente invasivas em micro cirurgias ambulatoriais, uso do endolaser para tratamento de veias mais calibrosas e a espuma densa ecoguiada.

 

Utilizando uma técnica desenvolvida em 1994 por um espanhol e melhorada em 1999 por um Italiano (Tessari), o médico produz uma espuma densa (semelhante a uma espuma de barbear) a partir do polidocanol uma substância usada para esclerose (secar) as veias. A escleroterapia com espuma guiada por ultrassom consiste na aplicação, por meio de uma injeção no interior da veia varicosa, com auxílio do ultrassom. Ou seja, por meio de uma injeção e utilizando as imagens fornecidas pelo ultrassom, em tempo real, localizamos a veia e colocamos dentro da mesma uma espuma que causa irritação na sua parede, espasmo da veia e, posteriormente, fibrose e desaparecimento da veia varicosa.

O método é seguro, tem bons resultados e pode ser realizado no consultório. Após o procedimento, é colocada uma meia elástica e o paciente fica alguns minutos em observação. Após esse período, o paciente é liberado e pode retornar às suas atividades habituais, não sendo recomendado o repouso. 



LAZER NO TRATAMENTO DE VARIZES: ESQUEMA DE TRATAMENTO COM LAZER ENDOVENOSO


Laser no tratamento das varizes.

 

Varizes são veias doente que podem afetar qualquer local do corpo, porém tem uma maior incidência nos membros inferiores, que se tornam progressivamente dilatadas, alongadas e tortuosas. Existe uma tendência hereditária para as pessoas apresentarem varizes, provavelmente o pai ou a mãe têm varizes, ou então, um dos avós ou mesmo um tio. Além da tendência hereditária, alguns fatores podem desencadear o aparecimento ou a piora do quadro de varizes. Um dos principais é a gravidez. Outro muito importante é o uso de anticoncepcionais. Ficar muito tempo na posição em pé ou sentada também provoca varizes. Portanto, pessoas que ficam em pé paradas, ou sentadas durante muito tempo, usam anticoncepcional ou tem várias gestações e que apresentam a tendência hereditária, têm uma forte possibilidade de desenvolver essa doença.

As doenças venosas afetam milhões de pessoas no mundo, constituindo a sétima patologia crônica mais frequente em todo o mundo, com grande demanda para os serviços de saúde, devido aos problemas estéticos,  as limitações de atividades diarias e sofrimento que impõem aos pacientes, assim como a ocorrência de complicações. Atualmente estima-se que acomete entre 40-50% da população mundial e brasileira. As varizes, desde as pequenas telangiectasias (microvarizes vermelhas e roxas) até as colaterais mais calibrosas (esverdeadas e salientes), representam um problema estético para aqueles que desejam expor as pernas e também um problema funcional devido ao desconforto e a dor nos membros inferiores que elas proporcionam. O tratamento desses pacientes traz uma importante contribuição para a qualidade de vida dos mesmos, com melhora sintomática e estética. 

O Laser apresenta uma relevância no tratamento de varizes, seja ele utilizado no ato operatório como Endolaser (Laser Endovascular), ou como tratamento de microvarizes na forma de Laser Transdérmico.

O laser é uma grande inovação tecnológica no tratamento de varizes, com comprovação cientifica. Diferentemente da técnica tradicional, neste tratamento não é necessário remover a veia. Apresenta sua grande indicação no tratamento das veias safenas internas e externas, conhecidas popularmente como varizes internas.

Vantagens da Cirurgia por Endolaser (Comparado a cirurgia convencional):

1. Menor dor e hematoma pós-operatórios.

2. Menor tempo de recuperação pós-operatória.

3. Técnica menos agressiva (Evita a fleboextração traumática).

4. Retorno mais rápido às atividades rotineiras diárias.

5. Cirurgia realizada sem incisão da pele e com mínimo trauma cirúrgico (reduz lesão do nervo safeno).

O tratamento a laser é mais simples e menos agressivo. Uma microfibra ótica é introduzida no segmento venoso doente e, sob o acompanhamento do ultrassom vascular intraoperatório, a veia é totalmente fechada (ablação térmica por laser), perdendo sua função. Com isso a origem das varizes é eliminada, diminuindo o risco de recidiva. O procedimento possibilita o retorno precoce (4 a 7 dias) às atividades rotineiras, principalmente pelas seguintes razões: não ocasiona hematoma profundo no trajeto da veia safena, não necessita incisão na virilha e risco reduzido de lesão do nervo safeno.

Laser transdérmico

O LASER atravessa a pele sem a lesar e atinge a hemoglobina dos vasos que é vermelha. A hemoglobina recebendo o LASER faz aumentar a temperatura do sangue que acaba por eliminar o vaso pelo calor.

O laser transdermico é não invasivo. O equipamento de Laser NdYag 1064, emite pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e são absorvidos 30 vezes mais pelo sangue que pelo tecido da pele. Portanto, pode ocluir as varizes e vasinhos sem danificar a pele. Tratamento rápido e eficaz, que associado a escleroterapia permite melhores resultados no tratamento de varizes e telangectasias (vasinhos), reduzindo o tempo de tratamento e muitas vezes substituindo a necessidade de cirurgia. O número de sessões varia de acordo com o tamanho da área a ser tratada e o intervalo entre as sessões é de 10 a 30 dias. Sempre utilizamos a técnica de resfriamento de pele para proporcionar conforto durante o tratamento e evitar queimadura da pele.

 O tratamento com laser é feito no consultório médico e não requer anestesia. A atividade diária normal pode ser continuada no mesmo dia logo após o tratamento.

DOENÇAS ARTERIAIS: CARÓTIDA E ANEURISMA DE AORTA

04/12/2017

As artérias carótidas são as principais responsáveis por levar sangue oxigenado ao cérebro. Com o passar da idade, estas artérias podem apresentar estenoses e alterar o fluxo sanguíneo cerebral, em geral pelo depósito de placas de colesterol e cálcio, que levam a uma diminuição da quantidade de sangue e oxigênio no cérebro. Dependendo grau de estenose e características da placa, esta pode causar um acidente vascular cerebral (AVC), seja pelo obstrução das carótidas ou por descolamento de pequenas placas de gordura, que ocluem pequenas artérias no interior do cérebro. Fatores de risco idade avançada; Diabetes; Fumo; Hipertensão; Colesterol elevado; obesidade; Sedentarismo; história familiar de aterosclerose.

Podem não haver sintomas no início da doença, e um AVC pode ser o primeiro sinal da doença. Em geral, um AVC é precedido de pequenos sinais de aviso, ou um mini AVC, chamado de ataque isquêmico transitório (AIT). Neste caso, os sintomas permanecem por apenas algumas horas, e incluem: fraqueza e dormência de um dos lados do corpo; perda temporária de parte da visão; alteração da fala e confusão mental. Quando os sintomas permanecem por um período prolongado, indicam um quadro mais avançado, chamado AVC (acidente vascular cerebral), que pode deixar sequelas por toda a vida.

O diagnóstico pode ser realizado precocemente, através da realização preventiva de um simples exame de Ultrasson Doppler. A partir do diagnóstico, seja pelo exame de Doppler, seja pela presença de sintomas compatíveis com um AIT (ataque isquêmico transitório) ou mesmo um AVC, o paciente deve ser avaliado por um profissional capaz de oferecer todas as modalidades de tratamento disponíveis.

Dependendo do grau de estenose das artérias e da presença ou não de sintomas, o tratamento pode variar desde a mudança de estilo de vida e medicações até a necessidade de uma cirurgia. O cirurgião vascular pode realizar dois tipos de tratamento, a cirurgia chamada endarterectomia, ou seja, retirada das placas do interior da artéria, ou a angioplastia de carótida, onde através da técnica endovascular, delicados balões e stents são utilizados para desobstruir as artérias doentes. Cada paciente deve ter a conduta individualizada, pois nem todos os pacientes podem ser submetidos ao implante de stents com segurança; nesses casos a cirurgia tradicional é mais indicada. 


Aneurisma de aorta 


 A aorta é a principal artéria de nosso corpo, responsável por distribuir o sangue oxigenado, ou arterial, a todos os órgãos do corpo, através de seus inúmeros ramos. A porção abdominal da aorta é a responsável por distribuir sangue aos rins, ao trato gastrointestinal e às pernas. Essa região é a mais acometida, mas também pode ocorrer na aorta torácica, nos vasos das pernas e do intestino e baço.

O aneurisma da aorta abdominal (AAA) ocorre quando esta porção da aorta se dilata, podendo romper-se, levando a uma hemorragia fatal em 90% das vezes, daí a importância do tratamento precoce. Em outros casos, coágulos ou detritos podem se formar no interior do aneurisma e serem carreados pelo fluxo arterial, entupindo a circulação dos membros inferiores, o que causa dor severa e prolongada dos pés ou pernas ou mesmo do abdômen. Cerca de 200.000 pessoas são diagnosticadas com esta doença nos EUA, por ano, no Brasil acorrem em 1% das mulheres e 6% dos homens acima dos 64 anos. Cerca de 15.000 morrem todos os anos devido à ruptura de um AAA, isso equivale a 80-90% dos que rompem morrem. Por isso a importância em sua detecção  e tratamento precoce.

A base desta doença ainda não está completamente elucidada, mas sabemos que está relacionada a um enfraquecimento genético das proteínas estruturais da parede da artéria. Diversos fatores sabidamente influenciam nos AAA: idade acima de 60 anos; sexo masculino; história familiar de aterosclerose; história familiar de AAA; Fumo; Hipertensão arterial; doença pulmonar obstrutiva crônica.

A maioria das pessoas não têm sintomas, e os AAA são frequentemente detectados em exames realizados por outros motivos, como uma ultrassonografia abdominal de rotina. Quando presentes, os sintomas podem ser: sensação de pulsação no abdômen; dor recorrente no abdômen e na região lombar, mais à esquerda; 

O tratamento pode requerer mudanças no estilo de vida, controle da pressão arterial ou mesmo cirurgia, que pode ser aberta ou endovascular,minimamente invasiva, com o implante de um tipode stent, chamada endoprótese. Somente o cirurgião vascular treinado em técnicas endovascularespode oferecer os dois tipos de cirurgia e saber qual é a mais indicadaa cada caso.


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