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Drª. Ana Paula Martins Nazário

Conselho Regional: CRM/SC 14261 / RQE 11544

Angiologia

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TROMBOEMBOLISMO VENOSO(TEV)

02/04/2018

A aviação civil vem apresentando aumentos do número de vôos regulares de forma progressiva e consistente nos últimos dez anos, e com isso mais passageiros são transportados em viagens nacionais e internacionais. Associado a este fato, há um aumento das doenças relacionadas às viagens aéreas, especialmente naquelas de longa duração. Uma das complicações mais temidas de viagens/vôos de longa distância ou duração é o Tromboembolismo Venoso (TEV).
É notório que o número de viajantes aumenta durante as férias. Não importa qual seja o modo de transporte, permanecer sentado imóvel durante longos períodos pode colocar alguns viajantes em risco aumentado de TVP de 2 a 4 vezes. Viagens com mais de quatro horas de duração já são preocupantes, e a trombose pode ocorrer até 4 semanas depois do evento.

Fatores de risco:


Tromboembolismo Venoso prévio
Terapia de reposição hormonal
(tanto anticoncepcional quanto reposição)
Obesidade (IMC?30)
Cirurgia ou trauma recente
Câncer
Trombofilias
Gravidez ou pós- parto
Mobilidade limitada
Idade? 40 anos
Doença Venosa Crônica


Caso tenha algum desses fatores, é recomendável conversar com seu médico angiologista antes de uma viagem longa e não use medicação sem indicação médica.


Reduzindo o Risco Ao Viajar:


O TEV já foi apelidado de "síndrome da classe econômica", refletindo o espaço para as pernas apertado no assento da linha aérea da classe econômica, mas pode ocorrer tanto na “business” quanto na primeira classe. Assim como em viagens de carro, ônibus, trem ou em qualquer meio de transporte, pois o que realmente importa é o tempo de imobilização, ou seja, “ficar parado".
Não se deve ter medo de viajar, mas se devem tomar algumas precauções. Uma viagem de 2 horas não seria um problema, mas uma de 6 horas seria "um grande problema" se uma pessoa ficar inativa o tempo todo. As crianças que viajam não parecem estar em risco de TVP porque, geralmente, são mais ativas do que os adultos.
Em adultos, a série de vôos de conexão intercalados com longas horas de espera entre vôos também é um problema. É importante que os passageiros continuem movendo as pernas para ajudar o fluxo de sangue, mesmo quando esperam no terminal do aeroporto. Logo, é necessário caminhar sempre que possível. Já ao viajar de carro, é importante parar a cada duas horas e movimentar-se, mesmo sendo o motorista.Outra maneira de ajudar a mover o sangue para o coração é usar meias de compressão, mas devem-se evitar meias elásticas muito apertadas e permanecer sentado com as pernas cruzadas por longos períodos de tempo.
Mesmo cientificamente não comprovadas para prevenir o TEV, é de bom senso, beber água para evitar a desidratação e reduzir o consumo de álcool, café e soníferos.
Maneiras de reduzir os riscos:
Sentar em assento do corredor, se possível.
Levantar-se para esticar ou estender as pernas e flexionar os tornozelos, quando possível.
Usar meias de compressão elásticas sob orientação médica. Não utilizar a meia pela primeira vez na viagem, teste-a antes num dia normal. Não utilizar meias elásticas emprestadas, ou velhas, elas não só podem garrotear e piorar a situação como estarem frouxas e não ajudarem em nada.
Usar roupas confortáveis e largas para facilitar o retorno venoso.
Usar anticoagulantes somente com indicação médica.
Todo passageiro deve ser avaliado individualmente, pesando os riscos e os benefícios da adoção de cada uma das medidas para a profilaxia primária ou secundária do Tromboembolismo Venoso em viagens de longa duração.
 

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