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Drª. Charlane Aléssio De Jesus Antunes

Conselho Regional: CRM/SC 17461 - RQE 13261

Ginecologia e Obstetrícia

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ABORTAMENTO: RECORRENTE OU HABITUAL

02/04/2018

Abortamento recorrente ou habitual

 

                Conforme a Organização Mundial de Saúde, considera-se abortamento a interrupção da gestação antes da vigésima/vigésima segunda semana ou quando peso fetal menor que 500g. É classificada como precoce quando ocorre no primeiro trimestre (até as 12 semanas) e tardia até a vigésima/vigésima segunda semana de gestação.  É uma das complicações mais frequentes da gravidez, com uma incidência entre 15% a 20% das gestações.

                Não existe um consenso quanto a definição de abortamento recorrente. O conceito clássico é de quando há três ou mais perdas espontâneas sucessivas.  Na prática assistencial, a ocorrência de duas perdas nos permite pensar no diagnóstico e iniciar pesquisa.  A incidência é cerca de 1% a 2% das mulheres. Quanto maior o número de abortos e a idade materna, menor a chance de se alcançar uma gestação viável. O risco de novo aborto chega a 40% após três perdas sucessivas.

                 Sua etiologia é variável podendo ser consequente à alteração genéticas, endócrinas, infecciosas, anatômicas e imunológicas.

 

Causas

 

Genéticas

Alterações cromossômicas

Endócrinas

Defeitos da fase lútea

Diabetes mellitus (insulino-dependente e descompensada)

Doenças da tireoide

Síndrome de ovários policísticos (Resistência à insulina, hiperinsulinemia e elevação do hormônio luteinizante)

 

Infecções

Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrheae, herpes-vírus, citomegalovírus, toxoplasmose, Listeria monocytogenes, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, papiloma vírus humano (HPV).

Anatômicas/ Malformações uterinas

 Sinéquias intrauterinas (síndrome de Asherman)

Miomas

Incompetência cervical

Malformações uterinas (defeitos na fusão dos ductos de Müller)

Fatores imunológicos

Síndrome antifosfolípide

Histocompatibilidade entre o organismo materno e o companheiro.

 

                Seus sintomas são semelhantes os outros tipos de abortamento (inevitável, incompleto.), com dores tipo cólicas em baixo ventre, as vezes com irradiação para região lombar associado a sangramento vaginal.

 

                O diagnóstico pode ser realizado através do ultrassom transvaginal e histeroscopia para identificar possíveis alterações estruturais no útero. Avaliação genética do casal com cariotipagem. Realização de exames laboratoriais para identificar doenças crônicas, infecções, pesquisa de anticorpos, antígenos, fatores imunológicos e hormonais.

O tratamento será adequado a cada causa determinante do abortamento recorrente. Em algumas situações os casais precisam ter um atendimento e acompanhamento por especialidades médicas específicas como hematologistas e geneticistas. Deve-se ainda levar em consideração a grande necessidade de suporte psicológico pois a perda de uma gestação representa uma experiência frustrante para o casal, com possíveis consequências clinicas e psicológicas, especialmente quando recorrente.  

                

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