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Jadna C. de Sousa Lodetti

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Psicologia

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Últimos artigos de Jadna C. de Sousa Lodetti

QUANDO O MAU HUMOR PASSA A SER DOENÇA

02/04/2018

São comuns as queixas de pessoas mal humoradas. Não fosse apenas desagradável, o problema pode ser uma doença que tem nome: distimia. Trata-se de um estado depressivo crônico, um transtorno persistente do humor. É normalmente atípico e é perceptível através do mau humor,  desânimo, irritabilidade. Além disso, quem sofre de distimia mostra outros sintomas, como isolamento social,  alterações do apetite, do sono e fadiga.

Os portadores do transtorno são pessoas de difícil relacionamento, com baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. Estão sempre reclamando de tudo e só enxergam o lado negativo das coisas. Na maior parte das vezes, tudo fica por conta de sua personalidade e temperamento complicado. É frequente que tanto os próprios indivíduos quanto seus familiares não percebam a existência de um transtorno e afirmem, veementemente, que esse é o ‘jeito de ser’ da pessoa”. 

O dado mais importante a considerar para o diagnóstico da doença é a manifestação dos sintomas durante pelo menos dois anos consecutivos.


Posso afirmar que toda pessoa mal humorada tem distimia?


NÃO. Existe uma diferença básica entre os dois. O mal humorado tem uma resposta pontual a algo que lhe desagrada ou desagradou. Ele não está sempre mal humorado ou pessimista e sabe diferenciar seu padrão normal de humor. Com o portador de distimia é diferente. Ele se sentiu irritado e mal humorado por toda a sua vida, sendo difícil estabelecer outro padrão de normalidade. Não conhece outro estado de humor, uma vez que sempre foi daquele jeito.

Para a terapia cognitiva-comportamental, a distimia ocorre por uma série de pensamentos e crenças distorcidas, ou seja, uma avaliação disfuncional da realidade (de si, dos outros e do mundo), que colaboram para o indivíduo interpretar o ambiente que vive. “Tais interpretações e ações são como se as coisas estivessem piores do que realmente estão. Isso mantém e fortalece pensamentos e crenças disfuncionais que geram emoções cada vez mais negativas, como um verdadeiro ciclo vicioso de depressão”,


Pessoas com diagnóstico de distimia tendem à ter:


1) Visão negativa de si mesmo. Ex.: “eu não sou capaz”, “eu sou chato”

2) Visão negativa do mundo em relações, trabalho e atividades de forma geral. Ex.: “as pessoas não gostam de mim de verdade”; “as pessoas me acham mal humorado”.

3) Visão negativa do futuro. Ex.: “eu sempre serei deprimido assim”.


“O fato é que essas três formas de interpretação corroboram para que o indivíduo passe a agir de forma negativa: deixar de sair com amigos, não responder a uma mensagem, ser grosseiro quando alguém pergunta porque sumiu… E isso gera resultados desfavoráveis para ele mesmo, mantendo-o novamente no ciclo vicioso da depressão. Assim, sua interpretação é mantida pela nova interpretação adquirida, reforçando seus sentimentos de desesperança e tristeza”.


A distimia tem mostrado tratamento eficaz com psicoterapia e antidepressivos.

Saúde Mental da Mulher

14/03/2017

SAÚDE MENTAL DA MULHER Os transtornos mentais representam um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo, por suas elevadas taxas de prevalência e incidência, curso crônico e frequente associação à incapacitação. É um assunto que interessa a todos, pois é um direito fundamental do cidadão. No que se refere a saúde mental da mulher, a influência hormonal no humor e comportamento é de grande relevância, não pela dosagem hormonal em si, mas pela vulnerabilidade de um subgrupo de mulheres às oscilações hormonais em períodos críticos do ciclo reprodutivo como o pré-menstrual, o pós-parto e a perimenopausa. Os riscos de transtornos psíquicos nesses períodos de “gangorras hormonais”, são mais significativos, aumentando as chances de forma considerável – é o que se denomina “ Janela de vulnerabilidade”. Nesse período, as mulheres estariam mais vulneráveis aos transtornos do humor, podendo haver um aumento dos transtornos preexistentes e também o surgimento de novas doenças. A junção da influência hormonal no organismo da mulher, bem como os inúmeros papéis assumidos na sociedade como mãe, esposa, profissional, cidadã entre outros , representa um grande desafio: o de manter a sua saúde mental e qualidade de vida. Nesse contexto, aproveitando a “janela de vulnerabilidade” feminina, aparece a depressão - comprovadamente a doença que mais incapacita as mulheres. A avaliação inicial de uma paciente com depressão requer, impreterivelmente, uma anamnese criteriosa quanto a história de sua doença, pois já se sabe que a depressão está frequentemente associada a outros transtornos, como por exemplo, ao transtorno de ansiedade. É importante salientar a diferença entre uma “tristeza” comum, que todas as pessoas sentem, de uma “tristeza ou desespero” - que permanece pelo menos duas ou mais semanas (associado a outros sintomas), pois os mesmos, se não tratados interferem negativamente na vida diária da mulher lhe trazendo vários prejuízos emocionais. É comum ouvir em rodas de amigos, quando o assunto passa a ser mulher, comentários como: “ É difícil entender as mulheres!” “ Ela está assim porque está na TPM!” Na verdade, é necessário entender sua singularidade, seus recursos muitas vezes comprometidos ou escondidos pela sua saúde prejudicada. E frases assim, nada ajudarão em sua melhora. O apoio familiar é parte importante no processo de melhora da paciente, uma vez que ela sente-se compreendida por pessoas de sua convivência. Atentamos para o conceito de Saúde da OMS – Organização Mundial de Saúde. “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de afecções e enfermidades.” SINTOMAS QUE MERECEM ATENÇÃO! Caso dois ou mais persistirem, é recomendado procurar ajuda profissional: • Dificuldade de se concentrar; • Cansaço contínuo; • Irritabilidade; • Dificuldade para dormir; • Inquietação; • Ansiedade em excesso; • Tristeza sem motivo; • Vontade de se isolar; • Dores de cabeça; • Náuseas e problemas estomacais. Jadna C. de Sousa Lodetti – Psicóloga – CRP-12/02599

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