A leucemia

A leucemia

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A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. A medula é o local de formação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos, aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas. As leucemias se dividem nas categorias mieloide e linfoide, de acordo com a célula envolvida. Há, ainda, uma classificação de acordo com a velocidade de divisão dessas células: leucemia crônica, quando essa divisão é mais lenta, e leucemia aguda, quando a velocidade é rápida. Há, então, quatro tipos principais de leucemias: Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Leucemia Mieloide Crônica (LMC), Leucemia Linfoide Aguda (LLA), Leucemia Linfoide Crônica (LLC). Segundo as Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil para 2016, publicadas pelo INCA, as leucemias atingirão 5.330 homens e 4.220 mulheres. O tipo de leucemia mais frequente na criança é a Leucemia Linfoide Aguda. A Leucemia Mieloide Aguda é mais comum no adulto. As leucemias originam-se de uma alteração genética adquirida, ou seja, não hereditária. A divisão e morte celular são controladas por informações contidas nos genes, dentro dos cromossomos. Erros que acontecem no processo de divisão da célula podem causar uma alteração genética. Há, então multiplicação exagerada de uma mesma célula, levando ao surgimento do clone (câncer). Apesar de sabermos que existem alguns fatores de risco que propiciam o surgimento do câncer, a causa exata ainda é desconhecida. No caso das leucemias, os fatores de risco já identificados são: exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, tratamento prévio com quimioterapia ou radioterapia, exposição à radiação ionizante, certas doenças genéticas, como anemia de Fanconi, síndrome de Down, neurofibromatose. Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células malignas na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias). Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo, com isso, que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia. Como, geralmente, não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea.

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