IMAGEM CORPORAL: MEU CORPO E EU!

IMAGEM CORPORAL: MEU CORPO E EU!

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Na psicologia, a Imagem Corporal é um conceito complexo e que envolve diversos aspectos sociais, familiares, culturais, físicos e emocionais. Também chamada de Consciência Corpórea, a Imagem Corporal é a representação mental que cada um faz de seu próprio corpo.
O desenvolvimento da Consciência Corpórea não é meramente objetivo. Ele é construído ao longo da vida, desde a infância, passando pela adolescência (período de mudanças fisiológicas e psicológicas) e na fase adulta. Sua estruturação, portanto, passa por componentes perceptivos, subjetivos e comportamentais.
O que você está vendo quando se olha no espelho?
Sabe-se que o conceito de beleza é um padrão que muda ao longo dos anos e em diferentes culturas. Atualmente, vivemos em uma época das imagens, presos à rede de fascínio midiático, existir é ser visto, nada mais restando da realidade senão sua imagem. Mas o que vemos? E como somos vistos?
Este padrão de beleza vigente pode gerar, na mente coletiva, sinônimos de sucesso, de apropriação e de segurança, onde vislumbra este ideal como promessa de felicidade, sucesso e amor. Aceitar ou não seu corpo, que é uma questão tradicional, parece ter se transformado. A imagem do corpo é utilizada para sustentar o interesse do outro e a ideia de perfeição física tem respaldo através dos avanços científicos e, assim, o imaginário encontra a possibilidade de se materializar.
As pessoas são incitadas a esculpir seu próprio corpo, como massas de modelar, segundo os ideais fornecidos, geralmente modelos fotográficos, o que pode tornar-se uma ameaça ao equilíbrio das funções fisiológicas mantedoras da vida, trazendo uma série de prejuízos sociais, físicos e psicológicos.
A excessiva busca pelo corpo perfeito, torna as pessoas mais vulneráveis a adquirir algum tipo de sofrimento psicológico, por promover sentimento de insegurança, baixa autoestima, de Imagem Corporal negativa e outros sintomas, associando sua vida ao fracasso.
Sabemos que a concepção de corpo está enraizada em atitudes e comportamentos de um grupo social que valoriza modelos corporais, vestimentas, funções e papéis sociais produzindo uma comunicação inconsciente coletiva.
Para que você quer um corpo perfeito?
O corpo ideal não representa somente o controle do peso e das medidas, revela também funções psicológicas e morais, envolvendo o medo de exclusão desse grupo social. Portanto, mudar seu corpo é mudar sua vida. O que resulta desse processo traduz-se em gratificação social.
Reforçamos, porém, que nesse processo, perde-se a possibilidade livre do pensamento, ficando-se aprisionado ao fascínio das imagens. É preciso um longo aprendizado para que se construa o sujeito social. Portanto, a experiência que se tem com a imagem do corpo em si está diretamente relacionada à experiência com o outro e à relação e aceitação de seu próprio corpo.
O caminho que nos é apresentado como sendo legítimo e confiável para a felicidade individual é uma armadilha. Cedermos às fraquezas traz consequências dolorosas. Precisamos nos dispor a transformar nosso íntimo em tudo o que nos define como pessoa e, assim, nos tornaremos mais seguros quanto à verdade daquilo que queremos para nossas vidas.

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