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Drª. Luciana Lentz Pereira

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Conselho Regional: CRM/ 19607RQE 16093

Dermatologia

QUERATOSE ACTÍNICA: UM SINAL DE ALERTA PARA O CÂNCER DE PELE

A queratose actínica é uma lesão de pele causada pela exposição solar que se manifesta principalmente em forma de placa avermelhada e escamosa (as famosas “casquinhas” que não melhoram ao longo do tempo). Aparecem com mais frequência na face, orelhas, dorso das mãos, antebraços, ombros, colo, couro cabeludo de pessoas calvas ou em áreas do corpo expostas ao sol. Quando localizada no lábio denomina-se queilite actínica. É uma lesão de pele induzida principalmente pela radiação ultravioleta e constitui marcador de exposição solar crônica.

Pessoas de pele clara, cabelos loiros ou ruivos e olhos claros (azuis ou verdes) são as mais suscetíveis de apresentar essas lesões. Normalmente afeta indivíduos de mais idade.

Por que devemos nos preocupar?

A queratose actínica é considerada uma lesão pré-maligna, pois pode evoluir para o carcinoma espinocelular. Quanto maior o número de lesões, maior a chance de evoluir para um carcinoma. Portanto, é considerada um sinal de alerta para os dermatologistas; mostra que aquela pele já sofreu muito dano solar e deverá receber o tratamento necessário para evitar a progressão. 

Existem várias possibilidades de terapia que dependem do tamanho, local e número de lesões, como, por exemplo, cremes (ex.: 5-Fluracil, Imiquimod), peelings químicos, crioterapia, curetagem e eletrocoagulação, terapia fotodinâmica, remoção da lesão por cirurgia e encaminhado para exame anatomopatológico nos casos em que há outra suspeita clínica e dermatoscópica.

Dicas de prevenção:

A proteção solar é a melhor estratégia para evitar queratose actínica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda as seguintes medidas:

•Usar chapéus, camisetas e protetores solares.

•Evitar exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h 

•Na praia ou piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreia pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.

•Usar filtros solares diariamente, incluindo dias nublados e chuvosos, e não somente em horários de lazer e diversão. 

•Utilizar filtros que protejam contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo e reaplica-lo a cada 3h. 

•Observar regularmente a própria pele, à procura de lesões suspeitas.

•Consultar um médico dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para exame completo. 


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