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Drª. Flávia Corrêa Guerra

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Conselho Regional: CRM/SC 11997 - RQE 9986

Clínico Geral/Pneumologia

16% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA AINDA É FUMANTE

O tabagismo é considerado a maior causa de morte evitável no mundo e o cigarro mata metade das pessoas que o consomem. No Brasil, cerca de 200 mil pessoas ao ano morrem devido ao cigarro. 

O tabagismo, que é o hábito de utilizar derivados do tabaco, é considerado uma doença relacionada ao consumo regular de nicotina. A nicotina é uma substância que tem o poder de causar dependência tanto física quanto psíquica através da liberação de substâncias no cérebro que causam cessação de bem estar e também, diversos efeitos colaterais.

Além de ser uma doença, o tabagismo é uma doença pediátrica, já que mais da metade dos fumantes iniciam o hábito antes dos 18 anos, faixa etária em que existe maior risco de dependência de substâncias.

Ao tragar um cigarro, a pessoa inala mais de 4500 substâncias conhecidas, que começam a ser absorvidas na boca e têm a maior capacidade de entrarem no organismo dentro do pulmão. Além disso, como uma parte da fumaça permanece no entorno da pessoa, ela continua respirando o ar com fumaça do cigarro, o que aumenta a carga das substâncias ingeridas.

O tabagismo é responsável por vários tipos de cânceres, entre eles, de boca, garganta, pulmão, esôfago, rins e bexiga, obstrução de veias e artérias, o que pode causar amputações, infartos do coração e acidentes vasculares cerebrais, impotência sexual masculina, perda de dentes, envelhecimento precoce da pele, entre outros. Além disso, é a principal causa da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, também conhecida pela sigla DPOC, que é composta por enfisema pulmonar e bronquite crônica, causa principal de falta de ar, internações, infecções respiratórias e necessidade de uso de oxigênio domiciliar.

Sabe-se que mulheres que fumam tem maior risco de infertilidade, aborto, parto prematuro e de terem crianças com baixo peso ao nascer. Ainda, filhos de pais fumantes estão mais propensos a desenvolverem doenças respiratórias ainda na infância.

Várias medidas têm sido adotadas no mundo e também no Brasil a fim de diminuir o consumo de produtos de nicotina ( cigarros, charutos, fumo, etc), como a proibição de fumar em locais públicos e locais fechados, a proibição das áreas onde pode-se fumar ( os antigos fumódromos), a limitação da propaganda e o aumento dos impostos. Essas medidas estão tendo sucesso em reduzir o número de pessoas que fumam e também o número de pessoas que começam a fumar. Atualmente, 16% da população brasileira é fumante. Na década de 1980, esse número chegava a 35%. 

Atualmente estão se difundindo o uso do cigarro eletrônico e do narguilé, que, apesar do que muitos pensam, não são uma boa troca, pois também estão associados a alguns dos riscos citados acima, bem como outros ainda pouco conhecidos. Portanto, não vale a pena fazer essa troca ou iniciar com esse hábito!

A boa notícia é que com uma combinação de tratamentos é possível abandonar  totalmente essa dependência. Para isso, se faz necessário uso de medicações ( estão disponíveis medicamentos de uso oral, adesivos de nicotina, balas e chicletes de nicotina), técnicas cognitivo-comportamentais para vencer aquela vontade desesperada de fumar e uma boa dose de vontade de ter uma vida mais saudável.  Consulte com um especialista, ele vai poder ajudá-lo na busca de uma vida mais saudável!


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