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CRM/ SC 19959 | RQE 15593
Elas normalmente aparecem após a segunda semana de vida do bebê, causam desconforto e dores na região abdominal e podem durar até o terceiro mês de vida
As cólicas do recém-nascido são normalmente identificadas pelos pais: com choro agudo e bebê aparentando dor e desconforto. Estão associadas à irritabilidade e agitação, ocorrendo por, pelo menos, três horas ao dia, mais de três vezes por semana e por, pelo menos, três semanas.
O sintoma surge na segunda semana de vida, intensifica-se entre a quarta e sexta semana e alivia progressivamente, até desaparecer no terceiro mês de vida. Na maioria das vezes, começa ao anoitecer, por volta das 18h, tendo fim até a meia noite.
Sinais da cólica
Os sinais mais comuns são choro intenso com aparência de sofrimento, sem melhora após as tentativas de consolo, barriga endurecida, pernas flexionadas em direção ao abdômen, rosto avermelhado, mãos e punhos fechados e presença de gases.
Apesar de muita pesquisa, ainda não se conhece as causas das cólicas. Acredita-se que estejam ligadas à imaturidade do mecanismo de digestão do leite, alteração da flora intestinal do recém-nascido, além de fatores relacionados ao ambiente em que esse bebê vive, como agitação e estresse. Elas habitualmente ocorrem até terceiro mês de vida e, caso persistam por muito mais tempo, é necessário buscar a orientação de um pediatra para investigar o caso.
Quanto à alimentação, há estudos demonstrando que as crianças que não recebem leite materno têm quase o dobro de chance de apresentar cólica. Também existem diversos mitos quanto à alimentação materna e as cólicas dos bebês, porém ainda não existe nenhuma comprovação científica de que elas possuem relação, visto que aqueles que recebem fórmula infantil também apresentam o sintoma.
Durante a amamentação, a mãe precisa manter uma alimentação saudável e observar se a criança apresenta desconforto após mamar e caso isso ocorra ela deve recordar quais alimentos ingeriu e reduzir a sua ingestão na próxima refeição.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito a partir da história detalhada trazida pelos pais e não requer exames complementares, a não ser que exista suspeita de doenças associadas.
Com relação ao tratamento, é importante salientar que o aleitamento materno deve ser mantido. Quando a criança faz uso de fórmulas infantis, evitam-se as trocas. Está sendo investigado o papel de um tipo específico de probióticos no seu tratamento, a fim de reduzir a duração e acelerar a resolução das cólicas. Tais probióticos poderão ser prescritos após a avaliação individual de cada criança. Além disso, existe uma série de dicas que podem ser úteis no seu controle: contato direto da barriga do bebê com a barriga da mãe, oferecer colo e carinho no momento das crises, flexionar as coxas do bebê sobre a sua barriga, dar banho morno ou aplicar compressas mornas na barriga, manter a criança em um ambiente calmo e tranquilo, reduzindo estímulos e excesso de pessoas, não utilizar chás e seguir as recomendações do seu pediatra.